domingo, 31 de julho de 2011

A janela do sorriso II

Hoje a cortina não é mais vinho.
É azul. Um azul escuro e muito forte, que chama atenção.
O ser na janela não é mais ela
É ele. Não foi por um único sorriso.
Foram vários e duradouros.
Duradouros o suficiente para gerar outros.
Outros que, de passagem pela minha janela, em pouco tempo conseguiam captar a imensidão e a beleza daquele sorriso, que vinha sempre acompanhado de um aceno.
As pessoas aqui, não lêem, estudam ou coisa parecida. Apenas respondem acenos e sorrisos também.


Mas, com o tempo, distraída, perdi de vista aquela janela.
E ao reencontrar, encontrei-a durante vários dias fechada.
E quando aberta.
Sem ele.
Em cima da janela, pendurada, uma luminária que se quebrou e está sem lampada.
Em mim, um choro amarrado na garganta.

Doce sorriso, onde você está?

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