Naquele tempo em que o céu é sempre azul
azul sem branco
Tempo de ypês amarelos que brilham mais que o sol fraco desse quando
Na terra, as sementes brotam tímidas e envergonhadas
Quando as manhãs cantam os passarinhos, lá lá lá lá
Quando os feixes de luz solar que entram pela janela fazem a poeira voar
Tempo em que o rosa-pink das azaléias já começa a se alastrar
Tempode começar a rever as pernocas de fora
mas ainda usar o cachecol
Tempo de estar a tempo, para dar tempo de dar tchau ao sol
Naquele tempo em que, com ele, eu reaprendia o sexo e as maravilhas de se ter alguém na vida
Quando a noite tinha mais cores que o dia
Noites de gente que explodia
Tempo em que eu esquecia que rosas tinham carinho
mas também espinho
E hoje, aqui estou eu,
balbuciando palavras no breu
reaprendendo a andar como uma menina
Quis um dia ser poesia,
mas, como todos neste tempo, pode me chamar de nostalgia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário