sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Não é justo

Não acho justo que dois seres se unam a tal ponto de serem apenas um
Não acho justo que palavras e poemas pareçam ter o peso de uma rocha e a intensidade de uma cachoeira
Não acho justo que a memória tenha acesso a internet com direito a imagens e comentários
Não acho justo que os portais dos sonhos estejam abertos para ambos invandirem-se em noites distantes
Não acho justo que o cheiro de roupas, acessórios e papéis seja o cheiro dele
Não acho justo que o luar invada meu peito como um dia claro amanhecendo
Não acho justo que o olhar que vejo no espelho não seja o meu
Não acho justo que meu corpo dance a sua música e que minha voz cante sua canção
Não acho justo que ele acelere meu coração quase doendo
Não acho justo não ser essecial para alguém e nem fundamental
Não acho justo que a gangorra não seja um brinquedo individual
Não acho justo que a voz dele me perfure feito um punhal
Não acho justo amar
Não acho justo!
Mas quem sou eu para julgar?

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